Forças Interiores na Arte e na Investigação Interior
Pergunta: Há forças agindo dentro de mim? Consigo controlá-las?

Segundo a nossa investigação, as forças interiores podem também ser tentativas de manipulação, de convencimento, de controlo que agem em nós. Depois projetamos essas forças para fora. As utilizamos para alcançar os nossos objetivos. São energias que colocamos em jogos psicológicos (v. Análise Transacional de Eric Berne).
As “Forças Interiores” nas minhas pinturas introspectivas referem-se a forças em nós. Elas podem vivificar-nos, apoiar-nos, tornar-nos ativos e dar-nos um impulso para realizarmos os nossos sonhos. De onde elas vêm? Vivemos sempre num oceano de forças. As respiramos; nos alimentamos delas. O nosso corpo é uma máquina que transforma ar e comida em energia, em movimento, em pensamentos, em ação.
Utilização das Forças Interiores (ou Forças Emocionais)
É nossa responsabilidade como utilizamos estas forças. Qual é o nosso objetivo, o que queremos alcançar?
As nossas forças interiores, fluem para onde os nossos desejos vão e para onde concentramos a nossa atenção.
A nossa vida resulta da forma como as utilizamos, porque nada deveria ser impossível e ninguém deveria ser capaz de nos obrigar ou limitar. A maioria de nós utiliza-as para permanecer medíocre, para ficar amarrado a um monte de escaramuças sem sentido. Vivemos vidas sem sentido que nos entristecem; estamos envolvidos numa rede de obrigações, de inveja, de possessividade e de jogos psicológicos. Não usamos as forças emocionais para nos tornarmos livres, mas para criarmos nós.
Nem todos gostariam de ouvir estas coisas, mas construímos as nossas vidas com base nelas. Não há sorte ou azar neste mundo. Há apenas uma pessoa que usa as suas forças emocionais para alcançar o sucesso ou uma pessoa que as usa para falhar. A vida é uma só, no sentido de que é uma experiência única. No nosso caminho para a introspetividade, não há forças emocionais certas ou erradas; apenas obtemos exatamente aquilo que procuramos.
Contacto com a Realidade — Jogos Psicológicos
Para isso inventamos situações absurdas, personagens, forças (que lembram as subpersonalidades da Psicossíntese), nos perdemos em jogos psicológicos.

Assim criamos um mundo ilusório à nossa volta.
Perdemo-nos nas nossas fantasias como crianças num parque de diversões. Tememos que a realidade apague as luzes do nosso carrossel imaginário e torne as nossas vidas miseráveis.
Ao fazê-lo, porém, criamos mundos fantásticos para nós próprios, mas cheios de medo, incerteza e ansiedade. E isso também se transforma em realidade.
Deste modo, entramos num círculo vicioso onde uma coisa arrasta outra. Perdemo-nos num mundo superficial e instável. O medo desta situação, nos impede de entrar em contacto com a realidade e de nos observarmos a nós próprios. Assim procuramos ilusões, na esperança de obter delas uma verdade que elas não têm. Às vezes não gostamos da realidade. Mas apenas vivendo em estreito contacto com ela, a vida tem sentido e podemos apreciar o seu valor.